| |
Sabe quem me ouve e me lê com mais alguma atenção que sou defensor da prática de lobbying como actividade da comunicação estratégica e relações públicas. Saberá também que considero que esta prática deve ser devidamente regulamentada, já que é a sua legalização e regulamentação o que irá, para além de impedir desvios éticos, acabar com os negócios “por debaixo da mesa”, muitos deles a fazerem recorrentemente correr tinta na imprensa. É verdade. O que estou a dizer é que o lobby, como estratégia de negócio dos grupos de pressão – sejam eles políticos, empresariais, de solidariedade, embientais, etc. – poderá, em muito, acabar com atitudes de corrupção.
logo Uma Eupportunity ao LobbyingMas o propósito deste apontamento não é o da discussão do lobby, mas sim o de apresentar aos leitores a eupportunity – european affairs consulting, empresa portuguesa de consultoria em assuntos europeus, com sede em Portugal e escritório em Bruxelas, de capitais próprios, com dois Senior Partners de peso: o advogado e ex-deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu Luís Queiró, e Henrique Burnay, jornalista, editor adjunto d’O Independente, director adjunto da Grande Reportagem e assessor de imprensa da Ministra da Justiça, de 2002 a 2004.
Este senhores fazem intelligence, análise política e aconselhamento estratégico, e apoio à candidatura a fundos comunitários atribuídos pelas instituições comunitárias.
Segundo Burnay, «Nas ruas do bairro europeu de Bruxelas há centenas de empresas de consultoria e de escritórios de representação de empresas, associações ou regiões. A primeira razão para toda esta gente aqui estar é a informação. A União Europeia é um labirinto transparente. Com três ou quatro anos de antecedência percebe- se o que vai ser regulado e em que sentido. A informação está toda por aí, mas é tanta e tão disponível que se torna labiríntica. É preciso conhecer os corredores para prever as tendências.», ao que acrescenta «É preciso conhecer os corredores para prever as tendências.»
O autor o texto refere ainda o que é minha opinião também, a de que «Feitas as coisas às claras, os políticos sabem quem é prejudicado ou beneficiado com esta ou aquela opção e como – e decidem com conhecimento de causa.», e contrapondo a actividade ao estranho complexo português, acrescenta «Sermos europeus é deixarmos de ficar à espera das decisões e dos fundos e passarmos a fazer parte activa do processo de decisão. O erro português oscila entre o complexo de nos acharmos pequenos de mais para influenciar e a mania das grandezas nacional de acreditar que basta conhecer o presidente da Comissão para ter as portas abertas em Bruxelas.»
Por fim, o blog Bruxelas, que existe desde Maio, mas que não tinha ainda passado pelo meu leitor RSS. Passa, a partir de agora.
Este post não é publicidade, apenas se regista finalmente a existência de uma empresa cujo trabalho é o de obter dados, tratá-los e usá-los para influenciar o poder – às claras.
Ah… e fiquei a conhecer tudo isto por mão do Rodrigo Saraiva. |